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Notícia publicada em 06/12/2017 - 01:15:46 | JI-PARANÁ - POLICIAL

 

Secretaria de Saúde de Ji-Paraná descarta, preliminarmente, negligência médica na morte de criança de 02 anos e afirma que o caso será apurado

 

A Secretária de Saúde de Ji-Paraná descarta, preliminarmente, negligência médica no atendimento a criança de dois anos que morreu na tarde desta terça-feira, dia 05, no Pronto Socorro do Hospital Municipal.

 

A família alega que a criança teve um diagnóstico tardio e uma demora no atendimento, o que pode ter influenciado na morte.

 

O caso foi registrado na Polícia Civil, onde a autoridade policial abrirá uma investigação sobre o caso.

 

Em contrapartida, a Secretaria de Saúde apresenta uma apuração interna que esclarece como foi realizado o atendimento a paciente, de acordo com os prontuários do hospital.

 

O site COMANDO190 procurou o Secretário de Saúde Renato Fuverki, que esclareceu os fatos. “Apuramos preliminarmente os fatos e constatamos, por meio de fichas de atendimento ambulatorial, que não houve atraso ou omissão ao socorro da paciente", declarou.

 

O Secretário também esclareceu que a criança esteve no hospital pela parte de manhã e foi atendida normalmente pelo médico plantonista. Após realizar todos os procedimentos, o médico avaliou que não precisava de internação, pois a paciente não apresentava um caso grave de saúde, mas orientou a mãe a retornar caso a criança piorasse.

 

Quando foi por volta das 14h00, a criança voltou para o Hospital e o quadro se agravou. Imediatamente, a Diretora da Pediatria foi acionada para acompanhar o caso e juntamente com o Médico, realizaram os procedimentos de urgência, intubando a criança. Ao mesmo tempo, a equipe conseguiu uma vaga na UTI, na cidade de Cacoal e, enquanto aguardavam a UTI Móvel, a criança sofreu uma parada e não resistiu.

 

“Sabemos, por informações, que a criança estava em casa há mais de 10 dias passando mal, com problemas de tosse e febre e hoje foi o primeiro dia que ela compareceu no hospital. Então, é muito prematuro, neste momento, fazer uma conclusão de tudo isso. Não estou culpando ninguém, mas, de acordo com a Diretora da Pediatria, todos os procedimentos foram feitos com muito critério, confirmando que na parte da manhã a criança não apresentava um caso grave, tendo piorado mais tarde”, explicou o Secretário.

A Secretaria afirmou também que se solidariza com a família da criança e coloca-se à disposição para todos os esclarecimentos e acompanhamento ao caso, para que o mesmo seja esclarecido à luz da verdade e da justiça, e que condena qualquer ato de exploração indevida deste fatídico caso em que o Hospital Municipal de Ji-Paraná, enquanto equipamento público de saúde, ofereceu todas as condições que estavam ao alcance do que se propõe.

 

Sobre o fato da criança estar suja de sangue, o Renato Fuverki esclareceu que não era sangue, mas uma “secreção sanguinolenta”, que saiu do pulmão no momento que ela foi intubada.

 

O Secretário finalizou a entrevista garantido o caso será apurado com rigor e se houver alguma negligência, todas as providências serão tomadas e os resultados divulgados para a sociedade. “Todos os procedimentos padrões foram feitos para que esta criança não viesse a óbito. Tudo que foi possível fazer, foi feito, mas infelizmente não conseguimos salvá-la. Toda a equipe médica está sofrendo com esta morte”, comentou.

 

 

 

Causa da morte


O laudo preliminar apresenta que a criança morreu por complicações de uma bronquiopneumonia, porém, a diretoria do hospital e a Polícia Civil aguardam o resultado de exames realizados pelo IML (Instituto Médico Legal) que apresentará a causa oficial da morte.

 

 


BOLETIM POLICIAL


O site tentou entrar em contato com a família, mas não conseguiu. No boletim policial, a família contou à polícia que levaram a criança ao hospital por volta das 09h00, e que o Médico de plantão passou um remédio e mandou ir para a casa, sem pedir nenhum tipo de exame, sendo orientada a retornar ao hospital caso o caso se agravasse.

 

Por volta das 14h00, a mãe notou que sua filha havia piorado e retornou ao hospital. Durante o atendimento médico, foram realizados vários exames de sangue e raio-x e logo em seguida, a criança sofreu uma crise e acabou falecendo.

 

Quando a Guarnição da PM chegou no hospital, notou que a família estava transtornada, falando que a equipe médica havia machucado sua filha por dentro, pois a mesma sangrava muito pela boca e nariz.

 

Em contato com o médico que atendeu a menor, foi explicado que a paciente apresentava um quadro de pneumonia e que foi preciso fazer a intubação para aspirar as secreções dos pulmões.

 

Matéria:www.comando190.com.br

 

 

ATENÇÃO SR(s) INTERNAUTAS

 

Este site acompanha casos policiais. Todos os conduzidos são tratados como suspeitos e é presumida sua inocência até que se

prove o contrário. Recomenda-se ao leitor critério ao analisar as reportagens.

 

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