



Uma denúncia anônima levou a Polícia Militar até um apartamento no bairro Novo Urupá, em Ji-Paraná, na tarde desta terça-feira (12), onde foram encontrados entorpecentes e diversos aparelhos celulares de origem duvidosa.
PublicidadeSegundo informações, uma Guarnição de Rádio Patrulha realizava patrulhamento pela Rua Riozinho quando foi abordada por moradores da região. Os populares, temendo represálias, relataram que um casal passou toda a noite discutindo de forma intensa, com gritos constantes da mulher e comportamento agressivo do homem, conhecido na localidade por possuir antecedentes criminais.
Os moradores contaram ainda que não acionaram a Polícia Militar durante a madrugada por medo do suspeito. No entanto, nesta tarde, decidiram procurar a guarnição após perceberem uma mudança incomum na rotina da mulher, que costumava permanecer na área externa do imóvel durante a manhã, o que não ocorreu nesta data, levantando suspeitas de que ela pudesse estar ferida ou em situação de risco.
Diante da gravidade das informações, os policiais foram até o apartamento e precisaram transpor o muro para averiguar a situação. Ao entrarem no imóvel, constataram que a porta estava apenas encostada, sem sinais aparentes de arrombamento.
Durante as buscas, os militares localizaram um invólucro contendo substância análoga à skunk, seis selos aparentando ser LSD e dois invólucros com substância semelhante à cocaína.
Em um dos quartos, a equipe encontrou a moradora desacordada sobre a cama. Após ser acordada, ela informou que havia passado toda a noite discutindo com o companheiro e que ambos entraram em luta corporal durante a briga. Segundo a mulher, o homem saiu para trabalhar pela manhã e não retornou.
Apesar do relato, ela não apresentava lesões aparentes e afirmou não ter interesse em representar criminalmente contra o companheiro, alegando que as agressões mútuas seriam recorrentes no relacionamento.
Questionada sobre os entorpecentes, a mulher afirmou ser usuária de drogas e disse que o material seria para consumo pessoal, porém apresentou versões contraditórias sobre a origem dos ilícitos.
Além das drogas, os policiais encontraram diversos aparelhos celulares de diferentes marcas e modelos espalhados pelo apartamento. A mulher afirmou desconhecer a procedência dos objetos.
Diante da situação, ela foi conduzida à UNISP juntamente com os entorpecentes e os materiais apreendidos para as providências cabíveis.
Este site acompanha casos policiais. Todos os conduzidos são tratados como suspeitos e é presumida sua inocência até que se prove o contrário. Recomenda-se ao leitor critério ao analisar as reportagens.

